terça-feira, 19 de setembro de 2017

Turbo-Rocket – Um Novo Tipo de Hobby?

Olá leitor!

Você lembra do Eng. Rene Nardi, aquele mesmo da empresa (hoje desativada) INOTECH - Inovação & Tecnologia? Pois então leitor, recebi ontem via e-mail uma versão reduzida de um artigo escrito pelo mesmo que pode interessar as equipes de foguetemodelismo do pais. Segundo o Eng. Nardi um paper sobre essa tecnologia foi apresentada por ele em Atlanta (EUA), em Julho 2017, durante a realização do “53rd Joint Propulsion Conference”, e trata-se de uma nova opção para construção de foguetes educacionais de alta potencia, sem os problemas do motor foguete liquido. Vale a pena conferir.

Duda Falcão

Turbo-Rocket – Um Novo Tipo de Hobby?

Por Rene Nardi,
Pooler, GA, USA, 31322

Turbo-Rocket é uma nova opção de modelismo que combina aspectos construtivos do aeromodelo a jato com as características de voo bem conhecidas dos entusiastas dos foguetes de alta potência. O Turbo-Rocket utiliza um motor turbo-jato como o principal elemento de propulsão em substituição ao complexo motor foguete bi-propelente líquido ou dos motores sólidos.

I. O Que Vem a Ser o Turbo-Rocket ?

É uma bela manhã de domingo em São José dos Campos, Brasil, onde uma pequena multidão assiste os bravos pilotos que voam seus incríveis aeromodelos a jato. Ao decidir que ja havia voado o suficiente para o dia, um dos modelistas começou a desmontar seu modelo em preparação para voltar para casa. Depois de remover a asa, ele deixou a fuselagem na bancada de trabalho por algum um tempo. Era uma estrutura delgada com aletas na cauda, muito semelhante a um foguete. A pergunta natural era: O que acontece se removermos as asas, o trem de pouso e todo o equipamento que faz uma bela aeronave e manter apenas o essencial para transformá-lo em um foguete? O resultado foi chamado TurboRocket, que é um avião a jato que se transformou em um foguete, e agora voa na vertical.

O uso de um turboreator em vez de um motor de foguete bipropentes líquido faz sentido quando consideramos que os foguetes para uso amador devem voar alto o suficiente para justificar os esforços, mas precisa ir tão alto a ponto de sair da atmosfera. Sob uma abordagem semelhante, pode-se considerar que alta velocidade é desejável, mas o foguete não precisa necessariamente ser supersônico. Outro aspecto advindo com uso do oxigênio da atmosfera é a tremenda simplificação nos procedimentos operacionais do foguete, eliminando a infraestrutura necessária para o manuseio de oxigênio líquido, associada à redução de custos possível com a remoção do sistema criogênico, incluindo os tanques pressurizados e todos os seus equipamentos auxiliares ( válvulas, tubos e conexões).

II. Configuração Preliminar

Em sua missão típica, o TurboRocket deve atingir altitude de 5 km acima do nível do mar carregando uma carga útil de 1 kg. Os estudos iniciais mostram um veículo de 2,5 m de comprimento com 10 kg de peso máximo de decolagem. A fuselagem cilíndrica de 0,15 m de diâmetro incorpora um motor turbojato de 300 N de empuxo montado na extremidade inferior, imediatamente atrás das quatro aletas. A Figura 1 mostra o Superman voando em formação com um TurboRocket para comparação de tamanho.

Figura 1 – Turbo-Rocket

A Figura 2 fornece informações adicionais sobre a configuração do TurboRocket. Foram definidos quatro componentes principais: a ogiva, a fuselagem, as aletas e a carenagem do motor. O cone de nariz elíptico com características de arrasto adequadas às velocidades subsónicas contém o lastro utilizado para a calibração do centro de gravidade e atua como um compartimento para armazenar parcialmente o paraquedas de dois estágios. A estrutura da fuselagem consiste em um cilindro de fibra de carbono de baixo peso, com a carga útil e o compartimento do computador de controle de voo na extremidade superior. Muito espaço está disponível na parte central da fuselagem para instalação de algum equipamento extra para futuras versões. Estrategicamente posicionado perto do CG do foguete está o tanque de combustível. Localizados logo abaixo do tanque de combustível estão a unidade eletrônica de controle do motor, a bomba de combustível e as baterias. O turbo-foguete tem quatro aletas de fibra de carbono usadas para a estabilização durante a ascensão vertical na atmosfera. Na parte inferior do veículo está a carenagem do motor, que serve de berço para o motor e incorpora as entradas de ar. No caso de troca do motor atual para outro modelo, a carenagem do motor pode ser substituída sem necessidade de introduzir grandes modificações na fuselagem cilíndrica.

Figure 2 – Vista explodida do TurboRocket

III. O Motor Turbojeto

Existem vários motores turboreatores comercialmente disponíveis, mas apenas alguns com o impulso exigido. Portanto, para a fase de projeto inicial, a seleção foi para o modelo JetCat 300, mostrado na Fig. 3.

Figure 3 – O motor turbojeto

Com um peso total de 2,6 kg, o motor JetCat pode fornecer um impulso máximo de 300 N, resultando em uma interessante relação impulso/peso de 11: 1. No entanto isto pode não ser muito se comparado a um motor de foguete líquido de mesmo impulso que pode atingir facilmente valores acima de 30: 1. O motor queima querosene misturado com 5% de óleo de turbina sintética a uma razão de 13 g/seg, oferecendo um consumo específico de combustível de 45 g/kN.s (1,6 lb/lbf.s), o que pode não ser uma máquina maravilha quanto à eficiência no consumo de combustível, mas, é muito melhor do que um motor de foguete líquido que consome algo como 300 g/kN.s (10 lb/lbf.s).

Ao contrário de um motor de foguete regular, que oferece um impulso constante em uma ampla gama de altitude, o motor a jato apresenta uma redução notável no empuxo em função da altitude. Por exemplo, no momento em que o veículo atinge 4.000 m, o empuxo do motor seria aproximadamente metade do valor do nível do mar.

IV. Algumas particularidades do TurboRocket

O uso de turboreator para impulsionar o foguete traz consigo algumas particularidades técnicas interessantes, colocando esta classe de máquina voadora para entre aviões a jato e foguetes líquidos. O TurboRocket não se comporta como um avião a jato, que voa principalmente na posição horizontal, na mesma altitude, a uma velocidade constante com a potência do motor ajustada para cruzeiro. O turbo-foguete dispara da plataforma de lançamento em uma posição quase vertical e continua voando na vertical, mudando constantemente de altitude e velocidade, com a manete ajustada para potencia máxima ao longo da trajetória do voo motorizado. O turbo-foguete também não é um foguete puro, porque um foguete deve transportar seu fluido de trabalho sob a forma de combustível e oxidante, sua velocidade é independente da velocidade do voo e, o mais importante, é capaz de operar dentro ou fora da atmosfera. O TurboRocket carrega seu combustível, mas depende do ar circundante como fonte de oxigênio, o que limita seu funcionamento dentro dos limites da atmosfera inferior.

Um software de simulação de desempenho foi desenvolvido especificamente para capturar as características únicas do voo do turbo-foguete, incluindo a variação significativa no empuxo do turbojato com altitude, bem como as variações no arrasto do veículo resultante das variações de densidade. Uma perspectiva gráfica é mostrada na Fig. 4. Após um voo de 28 segundos a uma altitude de 4 km, o motor é desligado. O voo balístico sem propulsão complementa os 1.000 m restantes necessários para atingir a altitude máxima de 5 km. Ao contrário dos foguetes sólidos, o turbo-foguete gasta 80% da trajetória do voo na fase de propulsão.

Figure 4 – Altitude and Speed Simulations

Até que o vetoramento se torne disponível, o controle do turbo-foguete durante o voo seria exercido pela reação aerodinâmica contra as quatro aletas. As simulações iniciais mostram que para atingir a velocidade de controle mínima de 100 km/h no final de uma plataforma de lançamento de 6 m de comprimento exigiria a ajuda de um par de propulsores de propulsão sólida com 180 N de empuxo cada.

V. Técnicas de construção

Os aero modelos de controle remoto com turbina a gás fazem parte de uma forma emocionante de hobby que exige construtores qualificados para dominar os complexos sistemas necessários ao voo. O TurboRocket depende fortemente das técnicas de construção do modelo de jato mas leva o projeto e a tecnologia um passo adiante, visando altitude e velocidade de voo de foguetes de alta potência. A Figura 5 mostra que algumas soluções típicas do ambiente aeromodelista foram preservadas na construção do turbo-foguete. A taxa de fluxo de massa de combustível e os níveis de pressão de entrada do combustível exigidos pelo motor a jato justificam o uso de uma bomba de combustível acionada por motor elétrico, bem como o tanque de combustível linhas de combustível de plástico. A fibra de carbono, com sua inigualável relação resistência/peso, é a opção favorita na indústria automotiva, naval e aeroespacial. Não é de admirar que seja também a melhor opção para a grande maioria das peças estruturais da estrutura do TurboRocket.

Sempre que as peças metálicas são necessárias, o alumínio padrão aeronáutico é a opção mais adequada. A disponibilidade de computadores de baixo custo, relativamente poderosos e dispositivos de comunicação de alta velocidade condensados em pacotes de baixo volume contribuem para colocar os computadores de controle de voo e a unidade eletrônica de controle do motor dentro do peso alvo.

Figure 5 – Detalhes construtivos do TurboRocket

VI. Conclusão

Substituir motores de foguete sólido ou líquidos por turboreatores pode ser uma opção atraente para um novo tipo de hobby que combina habilidades de modeladores de jatos e entusiastas de foguetes de alta potência. Até agora, o turbo-foguete está no estágio conceitual e precisa de modelistas que busquem novos desafios tecnológicos ao construir o primeiro TurboRocket e empresários que sejam ousados o suficiente para mover o conceito para a arena comercial.

Além do conceito inicial ainda existem desafios tecnológicos com o TurboRocket. O primeiro na lista de desejos é o empuxo vetorado, um item quase obrigatório para decolagem realista, e quem sabe, pouso vertical. Como a taxa de compressão do turboreator permite o uso de bocal supersônico, a próxima tentativa natural de melhoria reside na introdução da configuração aerospike que pode resultar em um empuxo maior e um arrasto de base reduzido em altitudes. O projeto de entrada de ar também será uma parte importante deste processo de melhoria, com um esforço para reduzir o arrasto e, ao mesmo tempo, garantir que todo o fluxo de massa de ar necessário para manter o turbojato em operação esteja disponível em todo o envelope do voo do veículo. Em seguida, a lista de melhorias é a introdução de pós-combustão, como uma forma de empurrar o veículo para uma velocidade mais alta, talvez voltando supersônico.

Comentário: Nos parece muito interessante esta proposta do Eng. Nardi, e ele finaliza o e-mail fazendo a seguinte pergunta: “Quem vai construir o primeiro turbo-rocket no Brasil????”, e espera que os foguetemodelistas brasileiros possam responder a esta pergunta. Os comentários estão abertos. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A Nova Corrida Espacial - Que Agora é Disputada Por Empresas

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante matéria postada dia (16/09) no site da “BBC Brasil” destacando que agora a nova corrida espacial é disputada por empresas.

Duda Falcão

A Nova Corrida Espacial - Que
Agora é Disputada Por Empresas

Por Tim Bowler
Repórter de Negócios da BBC News
16 setembro 2017

Foto: NASA
Em 2016, indústria espacial movimentou US$ 329 bilhões
(R$ 1,02 trilhões) no mundo - e as empresas já
respondem por 75% do total.

Desde os seus primórdios, com o lançamento do primeiro satélite Sputnik, em 1957, e o voo de Yuri Gagarin, em 1961, a exploração do espaço foi dominada pela rivalidade entre a União Soviética e os Estados Unidos. Nesta disputa tumultuada, empresas ficaram em segundo plano. Eram governos que custeavam os esforços.

Ainda que o primeiro satélite comercial do mundo, o Early Bird, tenha sido lançado em 1965, até recentemente a exploração comercial do espaço ainda estava praticamente limitada às grandes empresas de telecomunicações. Mas uma revolução está em curso.

Avanços tecnológicos estão transformando a forma tradicional da humanidade operar no espaço, e uma série de empresas estão prometendo viagens mais baratas, usando inovações como foguetes reutilizáveis e plataformas de lançamento horizontais.

Satélites estão ficando menores e custando menos para serem produzidos - hoje, há cerca de 1,5 mil orbitando sobre nós. Por meio deles, um grande volume de dados e imagens está vindo do espaço, e novos participantes desse mercado agora processam, interpretam - e vendem - essas informações.

"Hoje, conseguimos fazer com um equipamento que cabe em uma caixa de sapato o que só era possível com um aparelho do tamanho de um ônibus", diz Stuart Martin, presidente da Satellite Applications Catapult, uma incubadora que ajuda empresas iniciantes, ou start-ups, do mercado espacial.

Subsídios

Foto: Rocket Labs
Empresa da Nova Zelândia é a única fabricante de foguetes
que tem seu próprio complexo para lançamentos.

O setor vem atraindo muitos investimentos. Em 2016, essa indústria movimentou US$ 329 bilhões (R$ 1,02 trilhões) no mundo - e as empresas já respondem por 75% do total.

Veja por exemplo o segmento de foguetes, nossa forma de chegar ao espaço. São os bilionários que estão à frente na área. Elon Musk e sua Space X usam foguetes Falcon 9 para levar suprimentos para a Estação Espacial Internacional, enquanto Jeff Bezos desenvolve com a Blue Origin os foguetes New Shepard e New Glenn.

Ambas as companhias já fizeram demonstrações de técnicas revolucionárias que permitem o pouso vertical de espaçonaves, algo fundamental rumo aos foguetes reutilizáveis. Enquanto isso, a Virgin, de Richard Branson, trabalha em uma forma de lançar satélites a partir do ar, junto com planos de realizar voos turísticos suborbitais.

Até agora, nenhuma das empresas da área opera apenas de forma comercial. "Todas têm muitos subsídios do governo, de uma forma ou de outra", diz Stuart Martin.

Pequenos Satélites

Foto: Planet Labs
Ainda que o desenvolvimento de foguetes e satélites
chame mais atenção, principais mudanças estão nos
usos da informação coletada a partir do espaço.

Uma empresa da Nova Zelândia tenta mudar a forma como usamos o espaço. A Rocket Lab ainda está só começando a operar, mas é a única fabricante de foguetes que tem seu próprio complexo para lançamentos, na península Mahia, na Ilha Norte do arquipélago neozelandês.

Apesar de foguetes não terem mudado muito desde o Sputnik - ainda é necessário levar sua carga além do alcance da gravidade da Terra para colocá-la em órbita -, seria um erro pensar que a Rocket Lab é uma fabricante de foguetes comum, diz seu fundador Peter Beck.

O custo atual do lançamento de um foguete é de cerca de US$ 200 milhões, um fator decisivo para que, nos Estados Unidos, tenham ocorrido, por exemplo, apenas 22 lançamentos no ano passado. Beck diz que, quando seu novo foguete Electron estiver operacional, ir ao espaço custará US$ 5 milhões e será algo que ocorrerá "com frequência semanal".

No centro da proposta da Rocket Lab está o foguete criado especialmente para colocar satélites pequenos em órbita. Ele é feito basicamente com fibra de carbono, e seus motores são produzidos com impressão 3D. Enquanto um motor comum demanda normalmente meses para ser produzido, "nós podemos fazer um em 24 horas", diz Beck.

No primeiro teste, realizado em maio, o Electron atingiu com sucesso o espaço, mas não entrou em órbita. Dois novos testes estão programados.

Mais Barato

Foto: Planet Labs
Imagens espaciais permitem informar agricultores sobre
as condições do solo para melhorar sua colheita.

No momento, fabricantes de pequenos satélites pegam carona em lançamentos já previstos que têm um grande satélite como carga principal e espaço de sobra. Mas, com a demanda em alta pela observação da Terra, para fins meteorológicos, de turismo e na confecção de mapas, as empresas precisam de nova formas de chegar ao espaço.

Beck diz a Rocket Lab busca aproveitar essa oportunidade. Em vez de esperar por um lugar adequado em um grande foguete, "elas podem ir na internet, clicar em alguns botões e comprar um lançamento".

Uma empresa disposta a usar o Electron é a Planet Labs, empresa de São Francisco que fabrica minisatélites que pesam apenas 4kg. "Há um grande mercado para satélites pequenos que podem ser usados em diversas missões", diz o presidente da companhia, Will Marshall.

Diferentemente de satélites de telecomunicação comuns, que ficam em órbita geoestacionária a 35,7 mil km sobre a Terra, os satélites da Planet Labs, chamados Doves, voam muito mais baixo, a apenas 500 km. Isso significa que o satélite pode usar câmeras menores - o que reduz seu peso e custo a uma fração dos satélites tradicionais - e ainda assim conseguir imagens com uma boa resolução.

Ser pequeno e relativamente barato ainda permite que novos designs sejam testados e construídos rapidamente, diz a empresa. Em fevereiro, ela colocou 88 Doves em órbita. Em julho, foram 48. Agora, a Planet Labs afirma que pode fotografar cada ponto do planeta - todos os dias.

Marshall explica que reduzir o custo não implica apenas em um preço mais baixo para clientes, mas torna os dados coletados por satélites mais acessíveis. "Não só governos e grandes empresas podem comprar nossos dados. Qualquer pode fazer isso, seja um negócio pequeno ou médio ou uma ONG, um pesquisador, uma universidade."

Novos Usos de Dados

Foto: Planet Labs
Novas formas de processamento de imagens 'permitem
determinar se uma mina ficou mais profunda ou
se sua pilha de resíduos cresceu' .

Ainda que o desenvolvimento de foguetes e satélites chame mais atenção, as principais mudanças estão nos usos da informação que é coletada.

Fazendeiros e empresas de mineração já utilizam dados assim. Os agricultores podem ser alertados sobre as condições do solo para melhorar sua colheita. Pescadores são informados sobre a temperatura do oceano para saber onde achar peixes. Com fotos cada vez mais detalhadas, é possível identificar uma árvore específica, algo valioso para monitorar o desmatamento.

Uma empresa que está aproveitando esse grande volume de dados é a Terrabotics, do Reino Unido. "Em uma imagem normal, você fica limitado ao tamanho de um pixel, mas há muita informação entre os pixels capturados", afirma seu presidente, Gareth Morgan.

"Processamos imagens em sub-pixels antes de ser feita qualquer análise. Criamos imagens com super-resolução, criamos uma base de dados 3D e colocamos isso em sistemas de inteligência artificial. Transformamos imagens em sinais, como ocorre com as ondas de rádio. Isso nos liberta das restrições do pixel."

Morgan explica que isso permite, por exemplo, "ver uma mina e determinar como ela mudou - se ficou mais profunda ou se a pilha de resíduos cresceu".

Competições e prêmios também estimulam inovações radicais. O desafio Ansari Xprize pediu que inventores desenvolvessem uma espaçonave tripulada reutilizável. Agora, o Google Lunar Xprize oferece US$ 20 milhões para a primeira equipe que levar um robô à Lua capaz de percorrer 500 metros e enviar imagens de volta à Terra.

Trata-se de criar incentivos à inovação e a novas formas de pensar sobre o espaço, diz Rahul Narayan, fundador da equipe Indus, de Bangalore, que não tinha qualquer experiência na área antes de decidir participar do desafio do Google.

"Nenhum de nós tinha trabalhado com ciência espacial, engenharia ou tecnologia. E isso foi bom, porque, se tivéssemos, nunca teríamos decidido fazer algo tão complexo assim."

Passo Enorme

Foto: Planet Labs
Satélite Dove pode usar câmeras menores, o que reduz seu peso
e custo a uma fração dos equipamentos tradicionais.

Sua equipe agora refina seu veículo lunar, que pesa 6 kg - se pousar na Lua, será um dos mais leves a fazer isso. O lançamento ocorrerá nos próximos meses. "Foi uma longa jornada para nós", diz ele, destacando sua gratidão à Organização de Pesquisa Espacial Indiana, já que alguns dos pesquisadores aposentados da instituição estatal estão ajudando nesta missão.

Levar um veículo não tripulado à Lua pode não gerar um retorno comercial imediato, mas Narayan argumenta que, se conseguir tal feito, será "um passo enorme para que toda e qualquer empresa espacial privada do mundo tente fazer coisas assim no futuro".

É a visão de um mundo em que satélites de baixo custo são transportados por foguetes mais baratos que podem ser lançados quando se quiser - tudo com o clique em um botão, sem precisar esperar por uma missão espacial governamental.

Mas essa nova corrida espacial tem seus próprios desafios, diz Gareth Morgan, da Terrabotics. O imenso volume de dados e imagens espaciais significa que os sistemas de inteligência artificial usados para analisá-los automaticamente precisam melhorar.

"Os sistemas atuais precisam receber um treinamento extensivo para serem capazes de reconhecer diferentes características por conta própria. Precisamos mudar a forma como a inteligência artificial funciona. O progresso está ocorrendo, mas ainda é muito recente."

Mais informação pode ser algo bom, mas há aspectos éticos a serem considerados - afinal, todo mundo pode ser fotografado diariamente a partir do espaço. "Uma coisa importante para nós é que nossas imagens não permitam enxergar ou reconhecer uma pessoa", reconhece Marshall, da Planet Labs.

E quem tem acesso a esses dados? Conforme satélites privados se proliferam e a revolução dos dados avança, seus críticos apontam ser necessário debater sobre os papéis dos setores público e privado no espaço. "Nós, tecnólogos, temos que ser os principais guardiões desses dados", diz Marshall.

Foto: GETTY IMAGES
Rahul Narayan participa do desafio do Google, que
oferece US$ 20 milhões à equipe que levar robô à Lua.

Há ainda a questão dos detritos espaciais - já existem cerca de 30 mil objetos, grandes e pequenos, em órbita. "Teremos que lidar com esse problema", afirma Marshall. "A indústria terá de começar a trazer essas coisas de volta, e não será fácil."

Se o retorno em potencial para investidores é grande, também há muitos riscos. Foguetes podem explodir, falhar no lançamento ou colocar satélites na órbita errada. "Foguetes não são a melhor forma de faturar com o espaço", diz Matt Perkins, que foi por dez anos o presidente da Surrey Satellites e hoje chefia a Oxford University Innovation, uma empresa de tecnologia da universidade britãnica de mesmo nome.

"A melhor forma de fazer dinheiro está no fim da cadeia - usando toda essa informação que vem do espaço. Conforme isso fica mais barato, surgirão oportunidades comerciais, com dados sendo utilizados de formas que nunca ninguém tinha pensado antes." Se o espaço é a nova fronteira de negócios, caberá à inventividade humana tirar proveito disso.


Fonte: Site da BBC Brasil - http://www.bbc.co.uk/portuguese/

Comentário: Galera, na verdade quem continuará como grande financiador ainda por muito tempo e o seu maior cliente são os governos. Sondas planetárias científicas que custam os olhos da cara como a CASSINI continuarão sendo desenvolvidas por governos ou empresas contratadas pelos mesmos. Se os governos deixassem de financiar e demandar projetos as empresas do setor teriam de procurar outro negócio, talvez com alguma exceção as grandes empresas de telecomunicações que vivem de um nicho, que se não me engano na maioria dos países tem o controle do governo. As empresas visam lucros e nem sempre ciência. Só buscam tecnologia quando visualizam retorno financeiro sob alguma demanda gerada por governos e sempre subsidiados. Para que fique mais claro, as espremas espaciais americanas se desenvolveram graças aos contratos assinados com o seu governo, ou seja, a demanda de projetos gerada pela NASA e pelo Programa Espacial da USAF. É isto que falta no Brasil, um universo de compromisso governamental com o setor espacial, gerando demandas, regras desburocratizantes e cobrando por resultados, ou seja, botar a casa em ordem. Coisa que infelizmente neste momento com a cultura vigente é pura utopia. Bom eu gostaria de agradecer ao presidente Carlos Casio de Oliveira do CEFAB da Bahia e a jovem Mariana Amorim Fraga pelo envio desta matéria. 

Projeto Júpiter da EPUSP Obtém Importante Apoio da Alltec

Olá leitor!

No dia 29/08 a ativa equipe do “Projeto Júpiter” da Escola Politécnica da USP (EPUSP), postou uma nota em sua página oficial no Facebook divulgando que integrantes desta equipe estiveram recentemente visitando as instalações da empresa “Alltec, Indústria de Componentes em Materiais Compostos”, de São José dos Campos-SP (http://allteccomposites.com.br), onde obtiveram o importante apoio desta empresa que forneceu fibra de carbono, fibra de vidro e resina, demonstrando assim acreditar em um projeto de foguete de alto desempenho em desenvolvimento pela equipe.

Esses jovens leitor que atualmente estão em nossas universidades atuando nas diversas áreas da ciência e da tecnologia são o futuro do país, e com este gesto de apoio a Alltec demonstra compreender a importância de contribuir para melhor formar nossos profissionais. Quem dera outras empresas de todo o país tivessem a mesma visão e apoiassem esquipes de Foguetemodelismo, Espaçomodelismo, Robótica, Mecânica, dentre tantas outras áreas da C&T que nossos jovens então envolvidos dentro das universidades brasileiras.

Integrantes da equipe sendo recebidos
cordialmente pelo Sr. Jarbas. 

Parabéns a galera do Projeto Júpiter, mas principalmente parabéns para a empresa Alltec pela visão e compromisso com a Educação de qualidade

Nota dez para vocês.

Duda Falcão

Concurso de Astronomia do LNA

Olá leitor!

Estarão abertas até o dia 11 de novembro as inscrições para Concurso de Astronomia direcionado para Estudantes, concurso este promovido pelo Laboratório Nacional de Astronomia (LNA).

Poderão participar estudantes do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e do ensino médio, e estes deverão indicar um objeto astronômico para ser observado com o Telescópio SOAR, com base no interesse científico e apelo visual do objeto.

O procedimento será escolher um objeto celeste que se encaixe nas restrições descritas nas regras do concurso e escrever uma justificativa sobre a escolha do objeto. Caso o leitor se interesse clique aqui para conhecer melhor as regras deste concurso.

Duda Falcão


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

domingo, 17 de setembro de 2017

OBA Realiza em Outubro a MOBFOG Com a Participação da Equipe Daedalus da UFABC

Olá leitor!

No mês de outubro será realizada pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA - http://www.oba.org.br), creio eu na bela cidade serrana de Barra do Piraí-RJ, três jornadas de foguetes que fazem parte das atividades anuais da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), onde equipes formadas por alunos e seus orientadores do ensino fundamental e médio de todo o país participam de palestras e também de lançamentos de foguetes de garrafa PET.

Segundo fui informado leitor, a mais nova equipe de fogueteiros da Universidade Federal do ABC (UFABC), ou seja, a “Daedalus Rocket Systems” foi convidada pela organização da MOBFOG, e participará do evento lançando a uma altitude de até 500 m um foguete exibição, tendo curiosamente a abordo (como carga útil) um ovo. O objetivo desta missão será recuperar o ovo sem que ele quebre.

Outro fato curioso sobre esta missão está relacionado com o seu projeto, já que o foguete a ser lançado pela Daedalus utilizará ‘empenas na forma de tubo’, uma tecnologia que já vem sendo utilizada.

O leitor que tiver interesse em conhecer melhor essa tecnologia pode obter maiores informações através da edição do informativo em inglês “Peak of Flight – Newsletter” que aborda este tema pelo link: https://apogeerockets.com/education/downloads/Newsletter335.pdf

Duda Falcão

Catarinense Cria Emblema para Missão Espacial e Vence Concurso da NASA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (15/09) no site do “Canaltech” destacando que catarinense criou emblema para missão espacial e venceu Concurso da NASA.

Duda Falcão

CIÊNCIA - ESPAÇO

Catarinense Cria Emblema para Missão
Espacial e Vence Concurso da NASA

Por Redação
15 de Setembro de 2017 às 15h58

Depois de o menino-prodígio João Paulo Guerra Barrera, de 7 anos, ganhar um concurso da NASA, outro brasileiro foi condecorado pela agência espacial norte-americana. O catarinense Rafael Fontes, de 31 anos, venceu o concurso do Centro de Excelência para Inovação Colaborativa (CoECI) por ter desenvolvido um emblema para o projeto NASA In Space Manufacturing Refabricator (ISM).

Chamado de Torneio Lab, o concurso faz parte de uma parceria com o portal Freelancer.com, que vem sendo utilizado pela agência em projetos de crowdsourcing com o objetivo de desenvolver soluções para a exploração espacial.

O desafio do concurso propunha em transmitir o tema da exploração espacial, reciclagem de materiais e fabricação sob demanda para um emblema. O patch vencedor foi criado em forma triangular, representando a escotilha de uma cápsula de foguete e que passa a ideia de reciclagem também.

No topo do triângulo, há uma sequência listrada, que simboliza a ponta de uma impressora 3D. No interior da figura, surge a ilustração de um astronauta que faz malabarismo com as ferramentas que podem ser refabricadas.


Rafael Fontes mora em Barra Velha (SC) e é formado em publicidade. Ele competiu com 191 freelancers de todo o mundo e recebeu uma gratificação de US$ 250 (cerca de R$ 778). O designer já havia participado de outros dois concursos da NASA no Freelancer — em ambos, terminou entre os dez primeiros colocados.

Em 2015, o projeto NASA ISM fez história ao enviar a primeira impressora 3D para a Estação Espacial Internacional com o objetivo de fabricar peças no espaço. Agora, o Refabricator quer reciclar plásticos em peças impressas em 3D.

O logotipo vencedor será usado em apresentações, itens usados pela equipe (canecas, camisas etc.) e em materiais desenvolvidos para educação e divulgação pública.


Fonte: Site do Canaltech - https://canaltech.com.br/

Comentário: Parabéns ao jovem brasileiro.

Agências Espaciais dos BRICS Discutem Constelação de Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo a nota postada ontem (15/09) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que as agências dos BRICS discutem constelação de satélites.

Duda Falcão

Agências Espaciais dos BRICS
Discutem Constelação de Satélites

Coordenação de Comunicação Social – CCS
15/09/2017


A Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTIC) em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) promoverá nos dias 18, 19 e 20 de setembro 1st BRICS Remote Sensing Satellite Constellation Forum. O encontro reúne representantes das agências espaciais dos BRICS  –  Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – que discutirão aspectos técnicos relacionados à iniciativa dos cinco países em estabelecer uma constelação virtual de satélites de sensoriamento remoto.

Ao longo dos três dias, profissionais também discutirão outras questões ligadas ao segmento espacial, como segmento de solo da constelação, aplicações em sensoriamento remoto, bem como outros aspectos de interesse dos BRICS.

Assuntos estabelecidos nas declarações de cúpula dos países, mais especificamente na 7ª reunião, que aconteceu em 2015 na Rússia, e na 9ª, realizada na China em 2017, também serão tratados no Fórum.

Na ocasião das cúpulas, os líderes dos BRICS reiteraram o desejo de intensificar colaborações multilaterais por meio de aplicações espaciais e uso pacífico do espaço. Ficou estabelecido no item 59 da 9ª Cúpula que a prioridade deve ser conferida à garantia de sustentabilidade de longo prazo das atividades no espaço exterior, bem como as formas e meios de preservar o espaço exterior para as gerações futuras.

A preservação do espaço é um dos objetivos da atual agenda do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Exterior (UNCOPUOS, na sigla em inglês). A decisão do Grupo de Trabalho do Subcomitê Científico e Técnico do UNCOPUOS sobre Sustentabilidade em Longo Prazo das Atividades do Espaço Exterior de concluir negociações e alcançar consenso sobre o conjunto completo de diretrizes para a sustentabilidade em longo prazo das atividades espaciais até 2018, foi comemorada, principalmente por coincidir com o 50º aniversário da primeira Conferência das Nações Unidas sobre a Exploração e o Uso Pacífico do Espaço Exterior (UNISPACE+50, na sigla em inglês).

Além da comitiva dos BRICS,  também  participarão do evento professores e pesquisadores da UnB, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e também do Ministério das Relações Exteriores (MRE).


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Olha ai leitor, então diferentemente do que imaginávamos, isto se a AEB não tiver contando estória, a questão espacial chegou a ser discutida durante a ultima Cúpula do BRICS e a partir de amanhã promoverá ao lado da UnB este Fórum do BRICS para discutir esta constelação virtual de satélites de sensoriamento remoto, constelação esta já abordada aqui no Blog (veja aqui).

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Observatório Nacional Publica as Imagens Que Contribuíram Para Comprovar a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (13/09) no site do “Observatório Nacional (ON)” destacando que o Observatório publicou as imagens que contribuíram para comprovar a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.

Duda Falcão

Observatório Nacional Publica as Imagens Que
Contribuíram Para Comprovar a Teoria da
Relatividade Geral de Albert Einstein

Publicado: Quarta, 13 de Setembro de 2017, 13h49
Última atualização em Quarta, 13 de Setembro de 2017, 14h10

No ano que completa 190 anos de existência, o Observatório Nacional divulga as imagens das placas fotográficas em vidro que fizeram parte das observações do eclipse de 1919, realizadas na cidade de Sobral/Ceará, que contribuíram para comprovar a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.

Quase 100 anos depois, este acervo de placas fotográficas, de importância histórica inestimável, permanece sob a guarda e aos cuidados do Observatório Nacional. As placas passaram por um delicado e frágil processo de higienização e digitalização, resultando em imagens de alta qualidade.

Oportunamente este acervo estará disponível para ser utilizado por pesquisadores, estudantes e outros seguimentos da sociedade interessados neste importante acontecimento científico para a história e para a física moderna.

Crédito: Observatório Nacional

São 40 placas, entre observações científicas e imagens do cotidiano local, relacionadas ao eclipse de Sobral. As imagens das placas foram divididas em 3 grupos: cotidiano, eclipseespectroscopia.

As imagens do cotidiano revelam os hábitos e costumes da população de Sobral e as condições meteorológicas no momento do eclipse.

As imagens do eclipse foram utilizadas para provar que o resultado do efeito da deflexão da luz, previsto pela teoria da gravitação universal (0",87) do inglês Isaac Newton, idealizada cerca de 2,5 séculos antes, era muito diferente daquele proposto pela teoria da relatividade geral (1",75). A deflexão da luz é um efeito angular no qual um feixe de luz deveria ter sua trajetória encurvada (ou desviada) ao passar nas proximidades de um forte campo gravitacional (no caso, gerado pelo Sol).

As imagens espectroscópicas foram obtidas para analisar o mecanismo responsável pelo alto aquecimento da coroa solar. O interesse por esse estudo fez a equipe brasileira realizar estas observações.

As imagens podem ser vistas no site:  daed.on.br/sobral/, com os textos nas versões em Português e Inglês.


Fonte: Site do Observatório Nacional (ON)

Atualizando Nossas Campanhas

Olá leitor!

Mais uma quinta-feira do mês de setembro e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até esta semana 13 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTAProjeto JupiterUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo), Grupo Pionners Grupo: GREAVE. Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS: Continuo esperando que os 13 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Já quanto á “Campanha de Manutenção do Blog”, apenas um colaborador realizou sua contribuição no mês de setembro no vakinha.com.br. Eles foram:

1 - Leo Nivaldo Sandoli

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão