segunda-feira, 29 de maio de 2017

O Telescópio Gigante de Magalhães (GMT)

Olá leitor!

Trago agora para você um interessante vídeo produzido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) abordando os desafios da construção do GMT - Giant Magellan Telescope (Telescópio Gigante de Magalhães), o primeiro telescópio de uma classe conhecida como "extremamente grandes".


O GMT que já começou a ser construído no deserto do Atacama, no Chile, junto ao Observatório Las Campanas, em uma altitude de 2.500 metros, entrará em operação ao longo da década de 2020 e contará com um conjunto de sete espelhos de 8 metros e 40 centímetros cada um, visando com isso formar um único espelho de 25 metros de diâmetro, que será capaz de explorar o cosmos com definição e sensibilidade sem precedentes.

Com um custo estimado em 1 bilhão de dólares, este projeto é composto por um consórcio internacional que envolve diversos países: Austrália, Coreia do Sul, Chile, Brasil e Universidades dos Estados Unidos.

Vale lembrar leitor que o sócio brasileiro neste projeto é justamente a FAPESP que firmou um investimento de 40 milhões de dólares, o que equivale a 4% do investimento total do projeto, o que garantirá aos pesquisadores do estado de São Paulo, 4% do tempo de operação do GMT.

Entretanto em nossa opinião apesar do Brasil louvavelmente está participando deste importante projeto astronômico através da FAPESP, o investimento feito foi muito baixo, e, como dito acima, garantirá apenas aos pesquisadores brasileiros 4% do tempo de operação do telescópio, o que convenhamos, é muito pouco. Fica a pergunta, porque o MCTIC não entrou nesse projeto com pelo menos mais 60 milhões complementando assim um investimento que garantiria aos pesquisadores brasileiros (não só de São Paulo) 10% do tempo de operação do deste telescópio??? Dinheiro para programa populistas de merda e corrupção tem de sobra, mas para investir em ciência e tecnologia, educação de qualidade (não em faculdades fantasmas e sim no homem, no professor) em infraestrutura, transportes públicos e saúde não tem. Enfim...

Duda Falcão

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