quinta-feira, 18 de maio de 2017

Rocket Lab USA - Mais uma Empresa na Corrida Espacial

Olá leitor!

Normalmente não postamos no Blog notícias estrangeiras que não tenha algo haver com o PEB e suas ciências correlatas, mas esta notícia que chega da Nova Zelândia através do site “Meio Bit” serve como exemplo de como se realizar um trabalho com seriedade, compromisso e competência. Leiam com atenção.

Duda Falcão

ENGENHARIA AEROESPACIAL

Rocket Lab USA - Mais uma Empresa
na Corrida Espacial

Por Carlos Cardoso
16/05/2017


A Rocket Lab USA é, acredite se puder, neozelandesa. Foi fundada em 2006 por um empreendedor, Peter Beck, e um investidor chamado — é sério — Mark Rocket. O objetivo é simples: faturar no nicho de mercado de pequenos lançamentos. Eles começaram do zero e 12 anos depois estão prestes a conseguir seu objetivo.

Como? Simples, eles montaram uma empresa enxuta, com 100 funcionários altamente qualificados e jogaram fora todo o legado de engenharia que atrasava o desenvolvimento. Também não têm petrolões, mensalões, lavajatos, propinodutos e funcionários públicos com estabilidade e nenhum compromisso com inovação e produtividade.

Por isso com uma fração ínfima do que o Brasil gasta com programa espacial eles construíram um foguete de verdade, o Electron. Ele é todo feito em fibra de carbono, simplificou as turbo-bombas de combustível usando bombas elétricas e pretende colocar cargas de 150 kg em uma órbita de uns 500 km.

Peter Beck e seu charutão.

Ele usa 9 motores Rutherford, impressos em 3D, o que também barateia os custos. Um lançamento do Electron sai a US$ 4,9 milhões, troco de pinga comparado mesmo com um da SpaceX.

Isso claro tem a ver com a capacidade de carga, o Electron não compete com Elon Musk. Ele levará satélites de pequeno porte, algo negligenciado pela maioria das empresas, afinal a grana mesmo está nos satélites de várias toneladas.

Durante muito tempo esse mercado sequer existiu, mas a tecnologia avançou, eletrônica se miniaturizou e hoje dá pra colocar muita coisa em um satélite pequeno como os da série Deimos, que tem apenas 100 kg:


O complexo de lançamento deles é lindo, briga feio com o do Japão, veja a localização:


Agora eles anunciaram a janela de testes. A partir de 22 de maio será 10 dias dentro dos quais lançarão pela primeira vez o Electron, em uma missão mui adequadamente batizada de… It’s a Test.


Será preciso três lançamentos bem-sucedidos para certificar o foguete como operacional: muita coisa errada pode acontecer, é normal, e por isso o objetivo principal dessa missão é acumular informações. Serão 20 mil canais de telemetria monitorados.

Ontem realizaram um ensaio “molhado”, com o foguete totalmente abastecido de querosene e oxigênio líquido. Agora é esperar semana que vem. A notícia ruim é que dificilmente farão streaming do lançamento nessas fases onde muita coisa pode dar errado: é mau para os negócios.



Fonte: Site Meio Bit - http://meiobit.com/

Comentário: Bom leitor, é como eu sempre digo, não adianta tapar o Sol com a Peneira, quem não tem competência não se estabelece. Não é preciso ser um conhecedor profundo sobre o PEB para entender que se o Brasil hoje não tem o seu veiculo lançador é porque não houve um compromisso sério de quem deveria na busca por esse objetivo, e assim o resultado alcançado não poderia ser outro. Fora os profissionais que dedicaram grande parte de suas vidas no projeto do VLS-1, alguns até as perdendo, os vagabundos FDP dos governos civis que assumiram esse projeto após a ditadura militar não tiveram o menor compromisso em conduzi-lo com a seriedade e o compromisso que deveriam, e isto por diversas razões, inclusive por interferência internacional (hoje estou convencido disso), interferência esta que se realmente ocorreu deveria ser punida com um paredão de fuzilamento, pois só seria possível com a conivência de políticos, funcionários do alto escalão do governo ou técnicos do setor, o que constituiria como traição à pátria. Mas deixando a utopia de lado, detalhe, este foguete neozelandês passa a ser um forte concorrente ao nosso utópico VLM-1. Pois é leitor, enquanto vivemos de fantasias sob o comando de um COELHO conivente com tudo que esta acontecendo e de parceiros que dão sustentação as inverdades propagadas por esse banana irresponsável, mundo afora novas iniciativas nesta área vão surgindo aumentando ainda mais o buraco que nos separa das verdadeiras nações espaciais, e evidentemente de um futuro promissor no espaço. Aproveitamos para agradecer publicamente ao leitor Bogdan Czaplinski pelo envio desta notícia

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