sábado, 22 de julho de 2017

Programa AEB Escola Atrai Milhares de Crianças Com Atividades Educacionais

Olá leitor!

Segue abaixo a nota postada ontem (21/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que segundo a Agencia, o Programa AEB Escola tem atraído milhares de crianças com atividades educacionais durante a Reunião da SBPC em Belo Horizonte.

Duda Falcão

Programa AEB Escola Atrai Milhares de
Crianças Com Atividades Educacionais

Coordenação de Comunicação Social – CCS
21/07/2017

Visitantes participam da oficina carrinho foguete.

Um dos espaços mais visitados na SBPC-Jovem, o programa AEB Escola, da Agência Espacial Brasileira, atrai cerca de quatro mil pessoas por dia na Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belo Horizonte.  Elas participam das oficinas de carrinho foguete, carrinho robô, sessões no planetário e oficinas de construção e lançamento de foguetes, que acontecem duas vezes ao dia, no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Nos lançamentos do foguete de garrafa pet, confeccionados no próprio espaço do AEB Escola, as crianças se divertem. O lançamento é acompanhado de muita alegria, entusiasmo e emoção por pessoas de todas as idades, que além de ajudar no processo de desenvolvimento do foguete também participam da etapa final, ou seja, o lançamento.

Segundo o engenheiro Rodrigo Camargo Gomes, um dos colaboradores do AEB Escola, são aproximadamente 2 mil dobraduras de satélites e foguetes distribuídas ao público por dia. As dobraduras são projetos de satélites já lançados ou prestes a lançar que as crianças recortam para montar e colar, seguindo as orientações descritas nas próprias dobraduras.

Outra atração bastante visitada na SBPC-Jovem é a Estação Meteorológica. Segundo o professor Jaime Antunes, da Secretaria de Educação do Distrito Federal, e responsável pelo projeto, o objetivo é montar uma base de dados local, contextualizar conteúdos de matemática estudados, aplicados e significativos, despertar e ratificar vocações na área de tecnologia.

Destinadas a alunos do 6º ao 9º ano, os estudantes verificavam a umidade do ar, temperatura, velocidade do vento, pressão atmosférica, radiação solar total, chuva e pluviosidade. “Todo esse conteúdo é utilizado para desenvolver cálculos com números decimais, equações, unidades de medidas, gráficos e tabelas”, afirmou o professor Jaime. Eles se reúnem em trios e participam do método científico. O projeto também trabalha com a parte de liderança e uma equipe de apoio que auxilia no desenvolvimento das atividades. O professor ressaltou ainda, que os estudantes que visitam a AEB Escola gostam e participam de todas as oficinas. Os professores e o público de modo geral elogiam a aplicação de conteúdo em atividades reais.

No Planetário Digital itinerante na SBPC foram realizadas duas sessões diárias, sendo uma pela manhã e outra à tarde.  O planetário foi adquirido para trabalhar atividades pedagógicas, ensino de astronomia e ciências afins. Durante as atividades é utilizado um projetor de 360 graus, onde imagens são projetadas através do auxílio de programas de astronomia. O colaborador da AEB, Lucas Ferreira da Silva, que trabalhou no evento, disse que o planetário é um lugar mágico em que acontecem aulas expositivas onde é possível simular o céu noturno em qualquer hora e época do ano.

Crianças conhecem o Rover — carro robótico de exploração espacial
feito para se locomover em terrenos extraterrestres. 


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Pois é leitor, o programa AEB Escola é uma das iniciativas junto com os Programas Microgravidade e Uniespaço desta agencia de brinquedo que quando foram lançados tinham realmente objetivos significativos, mas que nunca atingiram os resultados esperados. No que diz respeito ao AEB Escola, mesmo tendo um potencial enorme a ser explorado junto aos jovens brasileiros e a própria sociedade, devido à falta de visão, competência e talvez até de vontade politica de seus gestores tecnocratas, o programa simplesmente estacionou, e hoje vive dessas apresentações em eventos como este, quando deveria estar sendo consolidado e tendo suas ações ampliadas criando novas oportunidades educacionais, bem como (por exemplo) em conjunto com o Ministério da Educação, poderia está divulgando em todas as escolas o país as ciências espaciais. Já os outros dois Programas, se transformaram em duas piadas de mal gosto e se quer vale a pena comentar. Até mesmo a "Revista Espaço Brasileiro", esses tecnocoelhos deram um jeito de acabar. E o CVT Espacial, heim??? O Lero-lero parece continuar e vou cobrar.

Brasil Guarda Um dos melhores Registros do Asteroide Que Pôs Fim aos Dinossauros

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessantíssima notícia postada dia (17/07) no site do “Sputniknews - Brasil”, destacando que o Brasil guarda um dos melhores registros do asteroide que pôs fim aos dinossauros.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Brasil Guarda Um dos melhores Registros
do Asteroide Que Pôs Fim aos Dinossauros

Sputnik News - Brasil
17/07/2017 – 19:04
Atualizado em 17/07/2017 – 19:08

CC BY 2.0 / Kanijoman / Concepción artística del asteroide

O meteoro que há 65 milhões de anos acabou com a era dos dinossauros na Terra, caiu na cidade península de Yucatán, no México, e deixou registros do fenômeno no Brasil, em Pernambuco. A paleontóloga Alcina Barreto falou com exclusividade à Sputnik Brasil e comentou sobre os segredos desse importante evento na história da Terra.

A paleontóloga Alcina Barreto, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), conversou com a Sputnik Brasil e explicou a natureza do registro do meteoro em terras brasileiras. 

De acordo com ela, "não há fragmentos do impacto, o que há são evidências do impacto do meteoro que caiu".

"Evidências do tipo geoquímicas, evidências mineralógicas, evidências nas estruturas dos estados fragmentários, mas que se depositaram nessa época. Não é que um fragmento desse meteoro tenha sido conservado aqui", disse a especialista. 

Na ocasião, os fragmentos do meteoro teriam sido lançados na atmosfera e caído em diversas partes da Terra. A professora Alcina Barreto explicou que essas evidências são encontradas em diversas partes do mundo hoje em rochas sedimentares depositadas nessa época. 

Os resquícios do megatsunami causado pelo impacto do asteroide chegaram ao Nordeste brasileiro e ficam localizados no geossítio Mina da Poty. 

A paleontóloga explica que "um geossítio é uma área geográfica em que ficou registado algum evento importante da história da Terra e que precisa ser conservado, preservado, estudado, compreendido e mantido para que as gerações futuras também tenham essa informação".

"Nós temos aqui exposições de rocha que mostram muito bem esse momento do impacto do meteoro. E ele tá localizado no município de Paulista, aqui em Pernambuco. Essa exposição aparece em uma mineração de calcários. E é a melhor exposição de diferentes períodos geológicos que marcam não só os períodos, mas que marcam eras geológicas diferentes", destacou.

"Essas exposições de rocha aqui em Pernambuco são conhecidas com uma das melhores exposições da América do Sul desse registro desse fenômeno que aconteceu na história da Terra e que fica registrado nas rochas", acrescenta Alcina Barreto.

A paleontóloga também informou que o geossítio Mina da Poty será aberto para a visitação do público a partir de novembro.


Fonte: Site Sputniknews - http://br.sputniknews.com/

Programa GLOBE da NASA Desperta Interesse da Comunidade Acadêmica da UFMG

Olá leitor!

Segue abaixo a nota postada ontem (21/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que segundo a Agencia durante esta quinta-feira da Reunião da SPBPC em Belo Horizonte, o Programa GLOBE da NASA despertou interesse na Comunidade Acadêmica da UFMG.

Duda Falcão

Programa GLOBE Desperta Interesse
na Comunidade Acadêmica da UFMG

Coordenação de Comunicação Social – CCS
21/07/2017


O Diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Alberto Gurgel Veras, apresentou na noite de quinta-feira (19.07), a estudantes, professores e servidores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Programa GLOBE no Brasil, resultado de uma parceria entre a AEB e a Agência Espacial Norte Americana (NASA).

O GLOBE promove o ensino e a aprendizagem da ciência, por meio de pesquisas científicas entre professores e alunos em diversas áreas do meio ambiente, como: atmosfera (clima), hidrologia (estudo das águas), solos, cobertura do solo (vegetação) e fenologia (estudo dos ciclos de vida animal e vegetal), além de ajudar a compreender a complexidade dos ecossistemas e do meio ambiente. Todos os espectadores acompanharam a palestra sobre o programa com muito interesse.

O GLOBE está presente em 117 países e chegou ao Brasil em junho de 2016, sendo Brasília a primeira cidade a recebê-lo. Este ano o programa foi lançado em São José dos Campos (SP), Santa Cruz (RJ) e Paranaguá (PR). Atualmente o GLOBE está presente em 117 países.

Após falar sobre o GLOBE, Gurgel passou a palavra ao professor Izaías Cabral, professor da Escola Técnica de Brasília e colaborador do Programa AEB Escola, já capacitado pelos workshops promovidos pela AEB, em Brasília. Izaías explicou o projeto Rede de Estações Meteorológicas Didáticas (REMADE), que pretende incentivar o aprendizado e estimular a habilidade de estudantes com os métodos científicos, desenvolvido por ele e outros professores de escolas públicas do Distrito Federal. “Os resultados dessas pesquisas serão inseridos na plataforma da NASA, e futuramente poderão ser utilizados na calibração de satélites”, explicou o professor.

O professor Edson, da UFMG, sugeriu que os responsáveis pelo programa GLOBE entrassem em contato com os professores dos cursos de cultura indígena da UFMG para levar o programa às aldeias indígenas de Minas Gerais e do Brasil, sugestão estimada pelos presentes.

Além do GLOBE, Gurgel apresentou aos espectadores ações desenvolvidas pela AEB, o Programa Espacial Brasileiro, como também as oportunidades oferecidas pela Agência a estudantes que queiram estudar fora do país.  Ele citou como exemplo a parceria entre a AEB e a Beijing University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), na China, onde estão vários estudantes selecionados pela AEB.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Projeto Garatéa - Comunicado Importante

Olá leitor!

Recebi ontem a noite uma informação do Eng. Lucas Fonseca (coordenador do Projeto da Missão Lunar Brasileira Garatéa-L) que refletirá como uma Bomba extremamente positiva dentro do setor espacial do país, mas que só será divulgada neste final de semana, ou no mais tardar até terça-feira da semana que vem.

O que está para ser divulgado e que o Blog não tem ainda autorização para falar, comprovará uma vez mais de que independentemente de estarmos vivendo o pior momento de toda a história das nossas atividades espaciais (vide a informação de que até mesmo os projetos do VS-50 e VLM-1 perderam a sua cor verde e amarela), quando há visão, dinamismo, seriedade, comprometimento e competência em prol de realmente realizar projetos significativos que deixam legados, as coisas acontecem.

Quando esse louco e fantástico profissional deixou um emprego maravilhoso e promissor na Europa para retornar ao seu país de merda e cheio de senões (se disso, se daquilo) para tentar colaborar com a sua experiência no setor espacial visando deixar um legado e assim exercer a sua cidadania brasileira, fui procurado por ele pedindo a minha opinião, coisa que eu opinei dizendo que para o Brasil sua decisão seria positiva, mas bastante arriscada profissionalmente para ele, a ponto de até beirar uma loucura irresponsável.

Porém, felizmente para o Brasil não dando ouvidos as minhas ponderações e seguindo os exemplos dos ‘loucos’ que fizeram a história da humanidade, este brasileiro, extremamente comprometido com tudo que faz, serio e com um objetivo inabalável, está mostrando a Comunidade Espacial do país que  Programa Espacial se faz metendo a mão e não atuando como bebes chorões, como bem dizia um dos refrões da musica/hino “Pra Não Dizer que Não Falei da Flores” do final da década de 60 de Geraldo Vandré: “Vem Vamos Embora, Que Esperar não é Saber, Quem Sabe, Faz a Hora, Não Espera Acontecer”.

Pois é leitor, qualquer atividade humana só se desenvolve com visão, comprometimento, dinamismo seriedade e competência, seja na área publica, privada, pessoal e mediante evidentemente ao desempenho das pessoas e dos grupos envolvidos. É claro que o PEB sendo um programa coordenado pelo governo, precisa antes de tudo de uma postura de comprometimento do seu coordenador, para que assim, a partir dai, as providencias necessárias sejam tomadas com seriedade e competência, e tendo seus resultados acompanhados e cobrados com a mesma seriedade e competência. Quais seriam essas providencias??? Todos já as conhecem, diversos estudos já foram feitos (um deles pela própria Câmara Federal) e inúmeros documentos gerados, mas até hoje não houve o menor movimento governamental de verdade em busca de organizar e dar um rumo ao setor, e na atual conjuntura política, não vai haver, isso é pura utopia.

O leitor pode se perguntar o porquê o nosso governo tem uma postura tão negativa em relação a este crucial programa para o futuro do país? E a resposta é muito simples, mas para que o leitor possa entender precisa primeiro tirar da cabeça a crença de que vive num país serio e comprometido com o futuro e sob ainda mais fantasiosa coordenação de um governo de verdade. Isto é pura fantasia, a realidade infelizmente esta bem longe desse quadro, pois o Brasil se quer é um país de verdade e seu governo só esta interessado em seus próprios interesses nefastos.

Os mais observadores poderiam perguntar como então se explica a perda da “cor verde amarela nos projetos do VS50 e do VLM-1??  E da mesma forma a explicação é simples, ou seja, num universo onde impera a falta de visão, de comando, interesses discutíveis e falta de cidadania, tudo pode acontecer, inclusive o BOI NA LINHA.

Finalizando, chamo atenção daqueles que de alguma forma contribuem e ainda se preocupam com o nosso "Patinho Feio", fiquem atentos, pois a notícia da galera da Garatéa é bombástica, e muito positiva para as nossas atividades espaciais. Um verdeiro alento em relação as ultimas notícias ruins e fantasiosamente divulgadas nas ultimas semanas.

Duda Falcão 

Escola Avançada em Astronomia Traz ao ON Premiados Pesquisadores de Diversos Países

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (20/07) no site do “Observatório Nacional (ON)” destacando que “Escola Avançada em Astronomia” trará ao ON premiados pesquisadores de diversos países.

Duda Falcão

Notícias

Escola Avançada em Astronomia Traz ao ON
Premiados Pesquisadores de Diversos Países

Publicado: Quinta, 20 de Julho de 2017, 15h50
Última atualização em Quinta, 20 de Julho de 2017, 16h03

O XXII Ciclo de Cursos Especiais do Observatório Nacional acontece de 21 a 24 de Agosto de 2017. Voltada a estudantes e pesquisadores das áreas de Astronomia, Astrofísica e Cosmologia, a escola avançada está com inscrições abertas até 11 de agosto para envio de resumos e até 15 de agosto, sem apresentação de pôster.

O CCE é realizado anualmente pelo Observatório Nacional e cada Ciclo oferece tópicos atuais de astrofísica extragaláctica, astrofísica estelar e galáctica, cosmologia e ciências planetárias, abordados em minicursos com seis horas de duração, ministrados por pesquisadores de renome internacional e de reconhecida competência didática. Os cursos são gratuitos, apresentados em inglês e os participantes recebem certificado.

Os convidados desta vigésima segunda edição do evento são:

Dr. R. Paul Butler (Carnegie Institution of Washington, EUA)
Curso: "Statistical Properties of Exoplanets from Radial Velocity Surveys"

Dr. Christopher Conselice (University of Nottingham, Reino Unido)
Curso: "Observing the Formation and Evolution of Galaxies over 13 Billion Years"

Dr. Patrick Michel (Observatoire de la Cote d' Azur, França)
Curso: "Impacts in the Solar System"

Dr. Nikhil Padmanabhan (Princeton University, EUA)
Curso: "The cosmic signatures of the Baryonic Acoustic Oscillations"

Mais informações estão disponíveis na página do evento, onde também são feitas as inscrições e a submissão dos resumos.



Fonte: Site do Observatório Nacional (ON)

Aluno do ITA é Premiado no Maior Evento Científico da América Latina

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (19/07) no site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), destacando que um aluno do instituto foi premiado no maior evento científico da América Latina.

Duda Falcão

Notícias

Aluno do ITA é Premiado no Maior
Evento Científico da América Latina

Divisão de Comunicação Social
19/07/2017


No segundo dia da 69ª reunião da SBPC, 18 de julho, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) premiou os vencedores do Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica. O aluno do 5º ano de Engenharia Eletrônica do ITA, Daniel Schwalbe Koda, foi agraciado na categoria Ciências Exatas, da Terra e Engenharias.

O aluno desenvolveu a pesquisa na área de semicondutores, com o trabalho intitulado: "Propriedades Eletrônicas de Materiais Bidimensionais e suas Heteroestruturas". Esse material permite diversas aplicações em dispositivos eletrônicos, optoeletrônicos e nanotecnologia em geral, tais como transistores de efeito túnel, eletrônica flexível, fotodetectores, células solares, LEDs (do inglês, Light Emitting Diode).

O ITA participa também com um estande científico, no qual apresenta 3 projetos: ITASAT, um nanosatélite de aproximadamente 5 quilos, a prótese de uma mão feita em com manufatura aditiva e que utiliza a tecnologia de liga de memória de forma e uma impressora 3D para desenvolvimento de protótipos. “A impressora 3D é uma tecnologia que está revolucionando o setor produtivo e já é usada em diferentes industrias, como: automotiva, aeroespacial, militar, médica, construção, moda, joalheria”, explica Amanda Silva de Deus, estudante do mestrado em engenharia mecânica do ITA.

A feira acontece até o próximo sábado, 19 de agosto.

ITASAT

O projeto ITASAT faz parte das ações a Agência Espacial Brasileira (AEB) para fomentar projetos na área espacial. A missão do primeiro satélite do projeto, o ITASAT-1, é principalmente capacitar recursos humanos para projetos de aplicação espacial. Para atingir este objetivo o foco do projeto não é desenvolver os subsistemas do satélite, mas sim integrar soluções disponíveis de modo a atender os requisitos de projetos. O satélite ITASAT-1 é um satélite enquadrado na categoria de nanossatélite, utiliza um padrão comercial denominado CubeSat.

Prótese de Mão com Metal com Memória de Forma

Este trabalho teve como objetivo construir uma prótese de mão de baixo custo utilizando a prototipagem rápida, e o Nitinol® como tendões para demonstrar que este material pode ser utilizado como um atuador. Outro objetivo, foi comparar o comportamento de metais com mémória de forma com metais que não possuem este efeito como o cobre. Para a prototipagem rápida foi escolhido o projeto Dextra Hand. A prótese foi impressa na impressora 3D do Instituto Tecnológico da Aeronáutica em ABS. O projeto Dextra Hand foi selecionado pois, permitia a modificação de seus atuadores. A prótese foi montada com parafusos e os fios de Nitinol® foram fixados na parte frontal dos dedos da mão como se fossem os tendões. Na parte de traz dos dedos foram fixadas borracha para fazer com que os dedos voltassem a posição inicial. No dedo polegar foi fixado um fio de cobre para mostrar que um metal convencional possui comportamento diferente de um metal com memória de forma.

O efeito de memória de forma ocorre devido ao efeito Joule, que é o aquecimento devido a passagem de corrente elétrica. O aquecimento promove a contração de aproximadamente 4% do Nitinol® promovendo a movimentação dos dedos da prótese. O custo da prótese foi de aproximadamente R$ 60,00. Por fim, foi possível concluir que é possível fazer a movimentação dos dedos de uma prótese de mão utilizando a liga metálica com memória de forma Nitinol®.

Manufatura Aditiva 

Essa é uma evolução da prototipagem rápida, conhecida popularmente como impressora 3D, oferece flexibilidade e agilidade de impressão de um produto físico a partir de um arquivo digital. Nessa técnica, múltiplas camadas são depositadas para a construção da geometria do produto. O sucesso desse procedimento depende de fatores como a técnica de deposição, parâmetros, liga a ser depositada e condições da deposição, como temperatura e atmosfera protetora. A manufatura aditiva pode ser aplicada em diversos fatores, principalmente na modelagem de protótipos. Nessa edição da feira, o ITA apresenta um protótipo de uma prótese de mão, desenvolvida nas impressoras 3D.


Fonte: Site do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

Comentário: Parabéns ao jovem Daniel Schwalbe Koda pela sua conquista pessoal, e ao ITA pela sua excelência de ensino. Entretanto, no que diz respeito à parte espacial da nota acima, apesar da grande relevância do projeto ITASAT como bem o Blog tem colocado aqui costumeiramente, é preciso lembrar (fazendo justiça) que o primeiro satélite desenvolvido pelo instituto foi o AESP-14, um cubesat 1U em formato de cubo desenvolvido sob a coordenação do então professor e coordenador do Curso de Engenharia Aeroespacial  deste instituto, o Prof. Pedro Teixeira Lacava, com o apoio crucial do jovem Engenheiro Eletricista, Mestrando na época em Ciências e Tecnologias Espaciais e Professor Colaborador deste curso, Cleber Toss Hoffmann, que ficou responsável pelo desenvolvimento do hardware deste cubesat. O AESP-14 foi então lançado ao espaço no dia 10/01/2015, primeiramente em direção a Estação Espacial Internacional (ISS), através de um lançador “Falcon 9” da empresa americana SpaceX, e assim no dia 05/02/2017, finalmente o segundo canarinho brasileiro (o primeiro havia sido o NanosatC-Br1 desenvolvido pelo INPE e até hoje em operação no espaço) adentrava pelo vácuo do espaço a partir do lançamento bem sucedido desta estação, mas infelizmente para a decepção de todos o AESP-14 falhou não entrando em operação, coisa que segundo avaliação na época feita pela equipe do projeto, a falha mais provável é que teria ocorrido algo com o sistema de abertura da antena do satélite. Diante deste ocorrido o nanosatélite ITASAT-1 passa ser a segunda chance do ITA de ter um artefato funcional no espaço. Estamos na torcida.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Programa Espacial Chama Atenção do Público na 69ª Reunião da SBPC

Olá leitor!

Segue abaixo a nota postada hoje (20/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que o Programa Espacial Brasileiro (PEB) chamou a atenção do público na 69ª reunião da SBPC.

Duda Falcão

Programa Espacial Chama Atenção
do Público na 69ª Reunião da SBPC

Coordenação de Comunicação Social – CCS
20/07/2017

Foto: MCTIC

Visitantes e estudantes pararam na tarde de quarta-feira (19.07) para assistir às palestras sobre o Programa Espacial Brasileiro, proferidas pelos engenheiros e tecnologista da Agência Espacial Brasileira (AEB), na 69ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Espaço Diálogo do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em Belo Horizont

A primeira delas, proferida pelo engenheiro mecatrônico e tecnologista da AEB, Gabriel Figueiró, atraiu visitantes, estudantes do curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), como também curiosos da área. Figueiró apresentou o Programa Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites (Serpens).

O programa deu origem ao primeiro cubsat da família Serpens. Criado em 2013, o programa permite qualificar engenheiros, estudantes, professores e pesquisadores brasileiros vinculados aos cursos de Engenharia Aeroespacial para produção e desenvolvimento de satélites de pequeno porte e baixo custo. O programa tem ainda o objetivo fomentar as iniciativas de construção do nanossatélite Serpens no Brasil. A segunda missão Serpens está sendo coordenada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A segunda palestra foi ministrada pelo engenheiro elétrico, Pedro Nehme, que nos últimos três anos acompanha os preparativos e testes da nave que vai levá-lo, com outros civis para o outro lado da atmosfera. Nesse tempo, Pedro realizou, nos EUA, Rússia e no Rio de Janeiro, treinamentos e dietas para se adaptar às condições que encontrará no espaço, como a gravidade zero. Ainda não há previsão de quando será a viagem, mas Nehme já garantiu trazer como souvenir os resultados de experimentos aeroespaciais que levará a bordo para universidades brasileiras.

Após as palestras foram feitos sorteios com réplicas do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), confeccionadas em impressora 3D pelos próprios engenheiros da AEB. Os espectadores tiveram que responder à seguinte pergunta: Quais as duas principais leis de Newton envolvidas no lançamento de um foguete?  A resposta foi difícil para os alunos, mas o senhor Antônio Santos levou a réplica para a casa. Ele salvou a plateia e respondeu: A segunda Lei – Força igual a massa X aceleração e a terceira, Lei da ação e reação.

Já na palestra do engenheiro Pedro Nehme, os estudantes tiveram que responder quantos minutos leva para a Estação Espacial (ISS) dar uma volta ao redor da terra, depois de muito chute a estudante Larissa Menezes deu a resposta exata 90 minutos e saiu contente com a réplica do VLM. As palestras e oficinas realizadas na SBPC na área espacial, assim como o estande da AEB têm sido bastante visitadas por pessoas fascinadas pelo espaço.

O VLM está previsto para ser lançado em 2019 do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Para ganhar a réplica do VLM os espectadores tiveram que responder a uma pergunta feita pelos engenheiros da área.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Nova Atualização de Nossas Campanhas

Olá leitor!

Mais uma quinta-feira do mês de julho e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até esta semana 13 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTAProjeto JupiterUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo), Grupo Pionners Grupo: GREAVE. Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS: Continuo esperando que os 13 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Já quanto á “Campanha de Manutenção do Blog”, até o momento não houve alteração e apenas dois colaboradores já realizaram as suas contribuições no mês de julho no vakinha.com.br. Eles foram:

1 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
2 - Leo Nivaldo Sandoli

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

A Missão Lunar Brasileira Garatéa-L Precisa de Seu Voto - Participe

Olá leitor!

Recebi um e-mail do Eng. Lucas Fonseca informando de que a Missão Garatea-L é finalista de um programa americano de projetos espaciais. Assim sendo leitor, os cientistas envolvidos com  esta fantástica missão lunar brasileira estão precisando de seu voto.

Vamos ajudar galera, a votação vai até as 18:00 de hoje (20/07) e a nossa primeira missão espacial ao satélite natural da Terra precisa de sua participação. Mostre que você é mesmo brasileiro, exerça sua cidadania fazendo o mínimo, dando a sua contribuição e ajudando a todos envolvidos a concretizarem este sonho de levar a nossa bandeira a LUA.

O link para votação  é https://vote.pollcode.com/85576638

Vamos colaborar e

AVANTE GARATÉA-L

Duda Falcão

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Cientistas Contemplam Criar Partido Político Para Ter Voz no Congresso Nacional

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (17/07) no blog do jornalista “Herton Escobar” do jornal “O Estado de São Paulo”, destacando que nos bastidores da Reunião da SBPC, em Belo Horizonte-MG, Cientistas contemplam a ideia de um criar partido político para ter voz no Congresso Nacional.

Duda Falcão

Cientistas Contemplam Criar Partido
Político Para Ter Voz no Congresso Nacional

Ideia está circulando nos bastidores da reunião
anual da SBPC, em Belo Horizonte

Herton Escobar
17 Julho 2017 | 15h23

Foto: Pietro Sitchin/SBPC
Helena Nader fala na cerimônia de abertura
da reunião anual da SBPC 2017.

Lideranças científicas estão contemplando a possibilidade de criar um partido político, para tentar ganhar uma voz no Congresso Nacional. O partido seria dedicado exclusivamente às causas da Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, e não pleitearia cargos no Poder Executivo — apenas no Legislativo. A ideia, que circula pelos corredores da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belo Horizonte, seria lançar a presidente da entidade, Helena Nader, como candidata a deputada federal.

Bióloga molecular, professora titular da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader é presidente da SBPC há seis anos e conta com amplo apoio da comunidade científica e acadêmica. Seu terceiro mandato termina nesta semana. Ela será substituída pelo vice-presidente, Ildeu Moreira.

Helena, de 69 anos, disse que a ideia não partiu dela e que não tem uma opinião formada sobre o tema. Moreira ressaltou que se trata de uma iniciativa de indivíduos da comunidade científica, e não de uma proposta institucional da SBPC. O estatuto da entidade afirma, logo em seu primeiro parágrafo, que a SBPC é uma “associação civil, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, laica e sem caráter político-partidário”.

“Há clara necessidade de termos representação de cientistas, professores e pesquisadores no Congresso Nacional e outras instâncias legislativas do país, qualificada para defender a causa da educação, ciência e tecnologia como os pilares da inovação e do desenvolvimento nacional”, defende Glaucius Oliva, professor titular do Instituto de Física de São Carlos da USP e ex-presidente do CNPq.

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, acha que o ideal seria ter políticos com formação científica em vários partidos — e não a criação de um partido próprio –, inclusive como forma de criar uma frente comum de diálogo entre eles.


Fonte: Blog do “Herton Escobar“ - 03/06/2016 - http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar

Comentário: Hummmm, essa me parece ser um ideia interessante e note leitor que partiu de indivíduos de dentro da comunidade científica e não de suas lideranças. De minha parte como cidadão brasileiro acho que essa ideia deve ser avaliada e bem discutida, pois poderia gerar grandes dividendos, caso realmente o partido venha a ter o exclusivo foco de verdadeiramente desenvolver a ciência e tecnologia brasileira, bem como lutar pela implantação de uma educação de qualidade baseada na cidadania. Porém, será que seus políticos integrantes não seriam seduzidos pelos bastidores obscuros de nossa capital federal? O que poderia ser feito para que isto não acontecesse??? Qual a punição que a Comunidade Científica aplicaria aos seus representantes que se envolvesse com maracutaias ??? Enfim, existem ainda muitas questões e analises a serem feitas pela Comunidade antes que se possa partir para uma ação como essa. Inicialmente o que eu diria é que nenhum dos lideres atuais da comunidade científica tem o que é necessário para ser um Deputado ou Senador neste covil de raposas instalado no Congresso Nacional, são ingênuos demais e seriam enganados com extrema facilidade por esses vermes de carreira. Na minha opinião para enfrentar esses energúmenos e suas artinhas políticas nefastas nesse antro de marginais, precisamos de gente não só comprometida com o setor de C&T e de Educação, mais principalmente com experiencia política de campo, gente que já conhece como a banda toca e o que fazer para encontrar soluções no meio desse mar de lama. Diante disto, o melhor nome (sem dúvida nenhuma) para ser líder e presidente de um partido como esse seria o do já Senador Cristovam Buarque. Já basta de lideranças que pecam por infantilidade.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Pesquisadores do ON Fotografam Maior Mancha Solar Deste Ano

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (17/07) no site do “Observatório Nacional (ON)” que destacando que pesquisadores do ON fotografaram maior Mancha Solar deste ano.

Duda Falcão

Notícias

Pesquisadores do ON Fotografam
Maior Mancha Solar Deste Ano

Publicado: Segunda, 17 de Julho de 2017, 19h2
Última atualização em Segunda, 17 de Julho de 2017, 19h29

O grupo de pesquisadores do Sol do Observatório Nacional fotografou, na última sexta-feira, dia 14 de julho, a maior mancha solar deste ano. As manchas solares são deformações do campo magnético do Sol com grande concentração de linhas magnéticas. As manchas têm aparência escura porque sua temperatura é bastante inferior ao restante da fotosfera e atuam obstruindo a saída do calor interior do Sol. 

Imagem mostra, em velocidade acelerada, a explosão
registrada na última sexta-feira, dia 14 de julho.

Na madrugada da sexta-feira, a mancha explodiu produzindo um flare solar – explosões solares que ocorrem nas manchas, resultado de uma grande concentração de linhas magnéticas que se reconectam enviando para o espaço bilhões de toneladas de matéria, junto com o campo magnético, em alta velocidade, em torno de 800 mil km/segundo. Normalmente, levam de 2 a 3 dias para chegar à Terra.

O estudo das manchas é importante porque elas podem causar diversos problemas no planeta, além de ser objeto de pesquisas que poderão fornecer informações sobre o clima na Terra. "Esta explosão não foi muito violenta. Quando é muito violenta e vem em direção à Terra, pode trazer problemas, mas o campo magnético da Terra nos protege. As mais fortes podem causar danos em equipamentos elétricos e eletrônicos, além de problemas em oleodutos e nas comunicações via rádio, por exemplo", explica o pesquisador Sérgio Boscardin.

Também resultam destes flares as auroras boreais e austrais – fenômenos luminosos decorrentes do bombardeio dos átomos da alta atmosfera por estas partículas.

O Sol tem ciclos de manchas que duram aproximadamente 11 anos. "Estamos agora no final de um destes ciclos. Neste mesmo ciclo, entre 2012 e 2014, houve manchas bem grandes e algumas que explodiram, maiores que esta. Mas provavelmente não se verá uma mancha deste tamanho nos próximos anos porque o próximo ciclo, de acordo com especialistas, será fraco e talvez nem produza manchas", diz Boscardin.

Em 1859 houve a maior explosão solar já registrada. Naquela época, o único equipamento elétrico amplamente utilizado era o telégrafo e esta explosão danificou uma grande quantidade destes aparelhos, comprometendo o funcionamento da rede telegráfica e interferindo nas comunicações.

Crédito: Space Weather
Imagem mostra, em velocidade acelerada, a explosão
registrada na última sexta-feira, dia 14 de julho.


Fonte: Site do Observatório Nacional

Comentário: Em uma única palavra; “espetacular”.

Realizada na Alemanha a Revisão Preliminar do Projeto (PDR) VS-50

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (17/07) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), destacando que o instituto e o DLR alemão realizaram entre os dias 11 e 14/07 a Revisão Preliminar do Projeto (PDR) do VS-50/VLM-1.

Duda Falcão

Revisão Preliminar do Projeto (PDR) VS-50

Publicado: 17 Julho 2017
Última atualização em 17 Julho 2017


Entre os dias 11 a 14 de julho foi realizada a PDR do VS-50/VLM. A reunião ocorreu nas instalações do DLR-RB (Space Operations and Astronaut Training), em Oberpfaffenhofen, Alemanha, e teve a participação do DLR-BT (Institute of Structures and Design – Stuttgart), do DLR-AS (Institute of Aerodynamics and Flow Technology – Braunschwieg/Göttingen), e do DLR-MORABA (Mobile Rocket Base – Oberpfaffenhofen-Wessling), por parte da comitiva alemã e das Divisões de Sistemas Espaciais (ASE), de Eletrônica (AEL) e de Mecânica (AME) do IAE, assim com da gerencia do VS-50/VLM-1, do Diretor do Instituto e de representante da AEB, por parte da comitiva brasileira.

Foram realizadas apresentações e discussões sobre os subsistemas de responsabilidade do DLR e do IAE. Durante as apresentações e discussões foi possível ter uma visão geral dos sistemas do VS-50; do propulsor S50, assim como do contrato de manufatura com a AVIBRAS; do sistema de atuação na tubeira (TVA), incluindo uma visita ao modelo de engenharia do mesmo; da saia traseira, Hard Point e integração; do sistema de controle; da configuração de voo; da aerodinâmica; do sistrema de terminação de voo; das trajetórias de voo, de Andoya (DLR) e do CLA (IAE); das estruturas das empenas de das saias; do fairing; das demais estruturas e conexões; dos sistemas eletrônicos; e do modulo de serviço. Ao final das discussões foram planejadas as próximas ações e passos para o prosseguimento dos projetos VS-50 e VLM-1.

Para que projetos internacionais dessa magnitude possam ter êxito, faz-se necessário um sistema de governança e de projeto capaz de planejar, executar, monitorar, e agir. Deste modo, no dia 10 de julho foram realizadas discussões acerca dos Comitês de direção (JSC), de gerenciamento (JMC) e técnico (JPT), no qual deverá estar o assunto certificação/qualificação, para que os projetos VS-50 e VLM-1 atinjam seus objetivos com êxito. Ao final serão propostos estes comitês às agencias espaciais e ao DCTA para sua implementação o mais rápido possível.

Em paralelo foram conduzidas reuniões com a MT-Aerospace e o DLR Space Administration, para o fechamento de diversas ações do projeto CaSSIS entre o IAE e as entidades supracitadas. Foi possível acessar o mandril de bobinamento do S50 a ser produzido pela empresa alemã, assim como o ferramental associado, e obter informações fundamentais que irão auxiliar na execução dos trabalhos da comissão técnica do contrato com a AVIBRAS.

O VS-50 será um veículo suborbital que terá capacidade de oferecer carga útil de até 500 kg de massa para ensaios de microgravidade e/ou para experimentos hipersônicos, e está sendo desenvolvido no âmbito do projeto VLM-1, tendo como propulsores o S50 e o S44, e a maioria dos demais sistemas que serão utilizados no VLM-1, o que permitirá ensaiar esses sistemas em um veículo mais simples.

O VS-50 e o VLM-1 são veículos de acesso ao espaço desenvolvidos no âmbito da parceria Brasil-Alemanha, estabelecidos pelo protocolo de intenções assinado entre as agências espaciais brasileira e alemã e pelo DCTA em 2011, e em 2014, quando o projeto passou da fase da pesquisa para a fase de desenvolvimento propriamente dita, foram alocadas as tarefas de desenvolvimento e qualificação dos subsistemas para cada participante, ficando o Brasil responsável pelos sistemas propulsivos S50 e S44, pelo sistema de navegação reserva, pela infraestrutura para o lançamento e segurança de voo, e pela gestão da documentação dos projetos. O desenvolvimento e qualificação dos demais sistemas dos veículos VS-50 e VLM-1 é de responsabilidade do DLR.


OBS: Caro leitor, os dois parágrafos acima destacados em rubro foram acrescentados na nota publicada no site oficial do IAE posteriormente a sua publicação pelo instituto, e sendo assim só agora notamos esta mudança.

Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Comentário: Olha leitor, eu queria aqui está comemorando essa notícia, mas temo que ela não é tão positiva assim. Pelo que entendi e pelas informações que me foram passadas, todas as minhas duvidas para um bom entendedor podem ser resumidas em uma única pergunta, ou seja, quanto desse foguete de sondagem VS-50 e do VLM-1 ainda são brasileiros??? Pois é, sendo mais claro, será que não estamos falando aqui de foguetes alemães com participação brasileira??? Será que foi para isso que tiraram o Dr. Luís Loures da Chefia do projeto??? Outra coisa que me chamou atenção é esse tal Projeto CaSSIS, o que seria isso? Enfim...

Comentário 2: Olha leitor, diante dessas novas informações publicadas na nota do IAE, tudo levar a crer que realmente perdemos o controle de ambos os projetos, e assim a participação brasileira ficou restrita as partes menos importantes do foguete, isto tecnologicamente falando. Em outra palavras, estamos nas mãos do alemães, já que o desenvolvimento e qualificação dos sistemas sensíveis de ambos veículos (VS-50 / VLM-1) estão agora unicamente sob a responsabilidade dos gringos. Para mim está claro o que está realmente por de trás de tudo isso, e também explica o porque da saída do Dr. Luis Loures da Chefia desses projetos.